Para a diretora do Cerpis, Ângela Loureiro, a data é uma oportunidade de ampliar o olhar da sociedade para a importância do cuidado integral.
“Estamos falando de uma dor que não aparece em exames, mas impacta profundamente a vida das pessoas. Nosso papel é acolher, escutar e oferecer terapias que realmente melhorem a qualidade de vida desses pacientes, seguindo os critérios de cuidado de excelência priorizados pela gestão estadual”, destacou.
Terapias complementares
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor muscular generalizada, fadiga intensa, distúrbios do sono e dificuldades cognitivas. Apesar de não ter cura, é possível controlar os sintomas com tratamentos integrados, como conta a enfermeira da unidade, Vana Raiol.
“No Cerpis, os pacientes contam com uma rede diversificada de atendimentos que soma mais de 30 especialidades, entre elas fisioterapia, psicologia, acupuntura, arteterapia, auriculoterapia e outras práticas integrativas, que impactam positivamente no dia a dia dessas pessoas”, explicou Vana.

Para quem sofre com a doença os desafios são muitos, sobretudo, quando o assunto é a conscientização do problema e que inevitavelmente afeta o emocional. Estima-se que no Brasil, pelo menos 3% da população são acometidas pela doença, cerca de 80% são mulheres entre os 30 e 50 anos. A fibromialgia não tem cura, no entanto, com tratamento médico e terapias complementares, é possível ter uma qualidade de vida satisfatória.
A servidora do Cerpis e também paciente da unidade, Auriceli Lopes, 49 anos, faz parte dessa estatística. Há três anos ela faz terapias complementares no Cerpis, e sabe que o estigma social e o assédio são desafios a serem superados. Para ela, a iniciativa do governo estadual vai muito além de uma simples ação comemorativa.
“Aqui a gente encontra mais do que remédio, encontra acolhimento. Ter um dia como esse, voltado pra gente, mostra que o Governo do Estado está olhando com carinho para nossa dor, que, muitas vezes, é invisível aos olhos dos outros”, conta, emocionada.

Acolhimento e escuta
E é sobre essa partilha de emoções que a Terapia Comunitária Integrativa contribuiu na vida desses pacientes. Foi um momento marcado por sentimentos ímpares, porém, comuns — não apenas de aflitos, mas também de histórias que, em algum momento, se convergem na jornada enfrentada pelos pacientes fibromiálgicos.
“Essa troca reforça a importância do apoio mútuo e da compreensão, fortalecendo a esperança de todos que convivem com essa condição. A terapia em grupo marca não apenas uma data no calendário da saúde, mas também a valorização da escuta, da empatia e do cuidado com quem convive diariamente com os impactos da fibromialgia”, ressaltou a psicóloga Regina Frota.

Ao final da programação, houve sorteio de brindes como forma de carinho e incentivo aos usuários da unidade, e um coffee-break aos participantes.
Serviço
Para ter acesso aos serviços do Cerpis, os interessados podem ir ao prédio da unidade, localizado na avenida FAB, nº 849, no bairro Central, em Macapá. Além disso, é necessário apresentar encaminhamento médico, cópias do cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), RG, comprovante de residência e telefone para contato.
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