sábado, 14 de junho de 2025 - 15:19h
Força Nacional do SUS avalia rede de atenção à criança e necessidades do Amapá no combate ao surto de síndromes respiratórias
Diagnóstico preliminar orienta fortalecimento da Atenção Primária e reestruturação dos atendimentos hospitalares.
Por: Roberta Corrêa/Sesa
Foto: Divulgação/Sesa
A ação teve como foco o acompanhamento dos fluxos de atendimento — desde a entrada, triagem e procedimentos clínicos
Durante uma semana, a equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) realizou visitas técnicas aos hospitais estaduais e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos municípios de Macapá e Santana para acompanhar os fluxos de atendimento desde a entrada, triagem e procedimentos clínicos para compreender o funcionamento dos serviços diante do atual cenário epidemiológico de síndromes gripais e respiratória aguda grave (SRAG).
 
As visitas abrangeram diferentes níveis da rede pública de saúde infantil, desde a atenção primária até à alta complexidade. Em Macapá, foram visitadas as UBSs São Pedro, no bairro Beirol, e a unidade Cláudio Leão, no bairro Universidade, ambas localizadas na Zona Sul da capital, além do Instituto Macapaense de Pediatria (IMPE), na Zona Norte, onde se constatou a baixa procura por atendimento, evidenciando que a população tem buscado diretamente o Hospital da Criança e do Adolescente e Pronto Atendimento Infantil (HCA/PAI), contribuindo para a lotação da unidade.
 
"Nas visitas às unidades básicas de saúde, constatamos algumas com carências em estrutura e também outras com baixa demanda. Isso mostra que é necessário melhorar os fluxos de atendimento, com destaque para a triagem adequada e o direcionamento correto dos casos não urgentes", afirmou Rinaldo Martins, secretário adjunto de Assistência Hospitalar da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
 
Também foram avaliadas as unidades de alta complexidade e o Hospital de Santana, com análise dos fluxos e das condições estruturais, o que vai subsidiar a elaboração de um plano de ação para o enfrentamento das síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) e das síndromes gripais. Essas doenças têm sobrecarregado o sistema de saúde, que opera com 100% de ocupação no HCA/PAI.
 
A equipe da Força Nacional identificou a necessidade de readequações físicas, organizacionais e assistenciais nas unidades de saúde. Destacou-se a importância da redefinição dos fluxos de atendimentos, estruturas mais adequadas e a capacitação contínua das equipes multiprofissionais — aspectos especialmente observados nas UBSs de Macapá.

As orientações emitidas visam garantir uma resposta articulada, humanizada e eficaz no cuidado aos pacientes
As orientações emitidas visam garantir uma resposta articulada, humanizada e eficaz no cuidado aos pacientes | Foto: Karla Marques/Sesa


As reuniões avaliativas reforçaram a relevância da Atenção Primária à Saúde como porta de entrada preferencial para casos classificados com as cores azul e verde — considerados não urgentes. A orientação é de que esses pacientes sejam atendidos prioritariamente na rede básica, de forma qualificada e resolutiva, contribuindo para a redução da sobrecarga nas unidades de urgência e emergência.

“Na avaliação da equipe, muitos atendimentos poderiam ser absorvidos pela Atenção Primária. Foi constatado, por exemplo, que casos de baixa urgência estão sendo encaminhados diretamente ao Pronto Atendimento Infantil. Por isso, a reorganização dos fluxos é uma das principais prioridades”, reforçou o secretário.

Gestores dos hospitais da rede estadual e do município de Santana participaram ativamente das reuniões e discussões sobre o enfrentamento às SRAGs e síndromes gripais, reafirmando o compromisso conjunto com a reorganização da rede e a implementação de ações integradas diante do aumento dos casos.

As orientações emitidas visam garantir uma resposta articulada, humanizada e eficaz no cuidado aos pacientes com síndromes respiratórias, com base nas evidências e necessidades identificadas in loco pela equipe da Força Nacional do SUS.

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