“Estou recebendo toda a assistência. A equipe vem todos os dias e sempre conversamos sobre meu estado clínico das últimas 24h”, essas são as palavras da professora Daniela Silva, de 50 anos, uma das pacientes atendidas pela ‘Operação Dr. Teles’, que realiza o acompanhamento médico domiciliar.
Após ficar internada por quase duas semanas devido à picada de uma aranha venenosa, a educadora teve o quadro estabilizado e foi liberada para seguir o tratamento em casa. Desde então, recebeu sete visitas da equipe formada por médico, enfermeiras e técnicas do laboratório. Na quinta-feira, 23, Daniela foi reavaliada por médicos para mais administração de antibióticos.
De acordo com o médico do programa, Iuri Sena, o procedimento à domicílio é o mesmo de uma equipe ainda no HE. Há análise dos prontuários dos pacientes, avaliação clínica, administração via oral e intravenosa de medicamentos e coleta laboratorial.
“Chegamos nas residências e realizamos a avaliação do paciente. Observamos a pele para saber se há feridas, procuramos saber se ele teve febre, piora ou melhora do quadro. Coletamos o relato do paciente e já fazemos a administração de medicamentos. Em média, demoramos de 15 a 30 minutos por residência”, detalhou o médico.
O professor e paciente do programa Antônio Coutinho de Souza, de 62 anos, trata de uma ferida no pé direito. Ele conta que prefere ser atendido em casa.
"Eu estou indo muito bem e me sinto muito melhor em casa, não só pelo conforto, mas pela atenção que recebo das equipes”, disse animado.
Operação Dr. Teles
O projeto iniciou em fevereiro com a seleção de pacientes de baixa complexidade, com probabilidade de alta hospitalar. Eles receberam autorização médica para serem acompanhados a domicílio por uma equipe multidisciplinar do Hospital de Emergências (HE).
Os pacientes são avaliados previamente para ingressarem no programa conforme quadro clínico. O planejamento do governo do Estado tem duas equipes para atendimento a domicílio, que trabalham em dois turnos.
Dr. Teles
O nome do programa homenageia Antônio Pinheiro Teles, médico que fundou o Serviço de Nefrologia e a Residência Médica no Amapá. Ele se dedicou à saúde dos amapaenses até os últimos momentos de sua vida. Gostava de tratar os pacientes com muita atenção e era conhecido por ser “médico de cabeceira de leito”, ou seja, sempre muito próximo dos pacientes.
Ele faleceu em 4 de janeiro de 2017, vítima de um infarto. Logo após seu falecimento, foi homenageado com o nome da Clínica de Nefrologia do Hospital de Clínicas Alberto Lima (Hcal).
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