quarta, 24 de janeiro de 2018 - 09:05h
Estado propõe plano para melhorar fluxo de atendimento à gestante
Planejamento objetiva vincular a grávida desde o acompanhamento na atenção básica até o pós-parto.
Por: Elmano Pantoja
Foto: André Rodrigues
A discussão teve início com os municípios de Macapá e Pracuúba.

Com o objetivo de avaliar e alinhar pontos estratégicos para melhorar o fluxo de atendimentos às gestantes na rede pública, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) deu início, na manhã desta terça-feira, 23, às discussões com o município de Macapá, para garantir a vinculação da grávida na atenção primária, promovida pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), ao atendimento especializado no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML).


A ideia, preconizada no Plano de Regionalização da Rede Cegonha, é dar os devidos encaminhamentos à gestante para que ela tenha as referências a partir do acompanhamento, na atenção básica, desde o momento do parto, no HMML, até a alta responsável, onde a mulher e o recém-nascido também devem ter a assistência.


Para a coordenadora de Políticas de Atenção à Saúde da Sesa, Rosiane Pereira, é uma discussão para dar o primeiro passo ao plano de vinculação da paciente. "Nós chamamos o município para saber de que forma podemos vincular essa gestante, tanto das UBS’s para a Maternidade, quanto vice-versa. Esse passo seria o primeiro para reorganizarmos o fluxo de atendimento de modo assistir a paciente durante a gestação, no parto e durante o pós-parto", explicou.


Dentre as definições do planejamento, ficou acordado que os trabalhos iniciais se concentrarão nas usuárias com gestação de alto-risco e nas pacientes que estão sendo acompanhadas nas unidades básicas do bairro Brasil Novo e Pedrinhas, que desenvolvem o pré-natal do parceiro. Outra medida para que a grávida tenha mais segurança na hora do parto, serão as visitas guiadas à maternidade, em que as usuárias, a partir do 1º trimestre de gestação, serão levadas para conhecer o ambiente onde terão seus filhos.


De acordo com a coordenadora de saúde de Macapá, Tânia Vilhena, a funcionalidade do plano gira em torno de melhorar a assistência à gestante. “O plano é importante, pois, além de vincular a gestante, faz com que ela diminua as peregrinações em busca de atendimento, dá um encaminhamento mais resolutivo, traz menos risco para ela e a criança, a encaminha para o parto em tempo hábil. São muito resultados positivos com a organização desse fluxo”, enfatizou.

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