sexta, 11 de maio de 2018 - 12:21h
Fórum aborda a identificação da Morte Encefálica e a importância do Transplantes de Órgãos
I Fórum de Morte Encefálica e Transplantes de Órgãos, promovido pela faculdade Madre Tereza.
Por: Poliana Tavares
Foto: André Rodrigues


O Governo do Estado, está empenhado em fortalecer e garantir o serviço de doação de órgãos, para que o Amapá seja habilitado e incluído no Sistema Nacional de Transplante (SNT) de captação/doação de órgãos, tendo a população local, como prioridade nos transplantes. Nesta quinta-feira, 10, os representantes do Estado, participaram do I Fórum de Morte Encefálica e Transplantes de Órgãos, promovido pela faculdade Madre Tereza, com o objetivo de divulgar sobre o protocolo da Morte Encefálica e as estratégias no processo de doação e transplante de órgão.


A iniciativa mobilizou acadêmicos e profissionais da saúde, que puderam tirar dúvidas quanto ao protocolo, elaboração do diagnóstico e da notificação de morte encefálica. Para o representante da Central de Transplante de Doação de Órgão (CNCDO), enfermeiro Alex Coimbra, a realização do evento é de extrema importância, pois aumenta o leque de conhecimento dos estudantes e profissionais de saúde.


"O fórum vem para despertar e motivar profissionais, para fortalecer a importância da doação no Amapá. O momento proporciona um conhecimento técnico, ético e legal aos profissionais de saúde no que diz respeito à doação de órgãos. Com esse serviço consolidado, o estado captador do órgão, tem prioridade de transplante dentro do seu próprio território", comentou, Alex Coimbra.


Alex ainda explicou que o foco também é ampliar a oferta deste serviço, para que o Estado, passe a contar com profissionais mais habilitado. Eles são os responsáveis na busca ativa por doadores de órgão, elaboração do diagnóstico e da notificação de morte encefálica. Além disso, também são preparados para fazerem a abordagem à família orientando sobre a possibilidade da doação mediante a óbitos ocorrido no hospital.


Um outro desafio também destacado no Fórum, foi com relação a taxa de recusar familiar, onde é apenas ela que pode autorizar a doção de órgão de parente. A falta de comunicação do potencial doador à família, aliada à desinformação sobre o tema e os tabus relacionados a motivos religiosos, são os principais fatores que levam a não autorizarem da doação.


O transplante de órgãos é a única alternativa para muitos pacientes portadores de algumas doenças terminais. No Brasil existe uma enorme desproporção entre a demanda de órgãos para transplantes e o número de transplantes efetivados. De acordo com o Ministério da Saúde, os órgãos que podem ser doados e implantados individualmente são: coração, pulmão, rins, fígado, pâncreas e intestino. O transplante também pode ser multivisceral. Já os tecidos que podem ser doados são: córnea esclera, pele, ossos, cartilagens, tendões, meniscos, fáscia muscular, válvulas cardíacas, pericárdio e vasos.


O rim é o órgão com o maior índice de indicação ao transplante em decorrência de que cada vez mais a população está acometida por doenças como hipertensão e diabetes, que são as principais causa de falência renal.
Capacitação


Em março deste ano, o Governo do Amapá realizou uma capacitação para implantar comissões para identificar potenciais doadores de órgãos na rede pública e privada de saúde. A capacitação foi o primeiro passo para que o serviço seja implantado e a espera por órgãos se torne menor para os amapaenses.

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