
Ações de impacto
A secretária de Estado da Saúde, Nair Mota, destacou a importância estratégica da conferência para o fortalecimento das políticas públicas no Amapá e no país. Para ela, o evento é uma oportunidade concreta de transformação das propostas discutidas em ações de impacto real na vida dos trabalhadores.
“Vamos pegar todas as propostas e ver a possibilidade de o Estado transformar em política pública para cumprimento mesmo. O que for contemplado, em nível nacional, maravilha, mas o que não for, o Estado vai buscar executar”, afirmou.
Segundo Nair, o Amapá tem se destacado historicamente na elaboração de proposições relevantes.
“A gente está com essa expectativa de, na Conferência Nacional, aprovar as nossas propostas, que têm um histórico de serem ótimas. Isso, para a gente, é um motivo de muito orgulho mostrar que sabemos construir uma proposta que se transforma em política pública”, avalia a gestora.

Conferência democrática
Para o secretário adjunto de Assistência Hospitalar da Sesa, Rinaldo Martins, o segundo dia de evento foi produtivo, além de participativo.
"As discussões ocorreram de forma democrática, com participação ativa dos delegados. Estamos construindo um conjunto de propostas que, além de representar a realidade dos trabalhadores do Amapá, servirão como base para a formulação de políticas públicas tanto no âmbito estadual quanto federal”, afirmou Martins.

A eleição dos delegados terá representação paritária entre os participantes: 50% de usuários, 25% de trabalhadores da saúde e 25% de gestores e prestadores de serviço. Para o membro do Conselho Estadual de Saúde (CES-AP), Roberto Bauer, esse formato fortalece o caráter democrático e interativo da conferência.
“Com a participação equilibrada dos segmentos da sociedade, isso garante um diálogo amplo e uma construção coletiva de propostas que representam de fato as necessidades da população trabalhadora. A avaliação é bastante positiva porque conseguimos formular propostas que refletem a diversidade do nosso estado e que poderão ser aprovadas amanhã para seguir à nacional”, destacou Bauer.

Além das questões estruturais da saúde do trabalhador, as discussões também focam nas realidades específicas de populações tradicionais e regiões fronteiriças, como Oiapoque, que demandam políticas diferenciadas.
A expectativa do presidente da Conferência Estadual, Otávio Eutíquio, é consolidar as propostas mais relevantes, no encerramento do evento.
“Cada eixo escolheu seis propostas, totalizando 18. Dessas, apenas nove seguirão para Brasília – três de cada eixo. As demais permanecem no estado como diretrizes que o Governo do Amapá deverá implementar. A eleição dos delegados será o ponto alto do encerramento, pois são eles que vão defender essas propostas na etapa nacional. Essa conferência é resolutiva, porque o que sai daqui precisa ser colocado em prática, e cabe ao CES fiscalizar isso”, explicou.
Com debates que contemplam a pluralidade do Amapá, incluindo quilombolas, indígenas e trabalhadores informais, a Conferência reforça o compromisso coletivo com a construção de políticas públicas eficazes e voltadas à dignidade no trabalho. A programação segue nesta quinta-feira, 3.
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