quarta, 30 de outubro de 2024 - 11:30h
Profissionais da saúde debatem sobre a importância do serviço de triagem neonatal, em Macapá
O foco é capacitar nutricionistas do Hospital da Mulher Mãe Luzia e da atenção básica de saúde, fortalecendo o serviço no estado.
Por: Paolla Gualberto
Foto: Gabriel Maciel/Sesa
Evento reuniu nutricionistas da atenção básica e de alta complexidade em saúde

O Governo do Estado realizou nesta quarta-feira, 30, um evento para debater sobre o serviço de triagem neonatal no Amapá e se antecipar para o fluxo de atendimentos ofertados aos recém-nascidos diagnosticados com fenilcetonúria, doença congênita detectada após realização do teste do pezinho, que ainda não tem registro no estado.

O evento, organizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), foi destinado a nutricionistas do Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), além de profissionais que atuam na atenção básica dos municípios do estado, para que haja um alinhamento na rede de saúde.

Sem o cuidado por meio de programas da triagem neonatal, do diagnóstico precoce e do tratamento antes dos 3 meses de vida, a criança afetada apresenta atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, deficiência mental, comportamento agitado ou padrão autista, convulsões, alterações eletroencefalográficas e odor característico na urina. 

"Estamos seguindo todas as diretrizes preconizadas pelo Ministério da Saúde, trabalhando com esses profissionais a abordagem nutricional necessária para o tratamento desses pacientes", frisou o coordenador estadual de Triagem Neonatal, Mylner Fermiano.

A projeção é que as discussões abordadas resulte em um plano alimentar específico e padronizado para os pacientes diagnosticados com fenilcetonúria, sendo a dieta, o principal método de tratamento para a doença, atuando no controle da ingestão de carnes, ovos, leite e derivados, alguns grãos e até vegetais.

A fenilcetonúria é uma doença que causa acúmulo do aminoácido fenilalanina no corpo. Quando o paciente consome proteínas, enzimas digestivas as transformam em aminoácidos, essenciais para a formação de novas proteínas. Na fenilcetonúria, há uma alteração em uma enzima que processa a fenilalanina, resultando no acúmulo desse aminoácido no corpo, o que pode causar danos ao cérebro e outros órgãos.

O médico e nutricionista, Edson Ribeiro, enfatiza a importância do evento para fortalecer a assistência em saúde neonatal no estado, tendo em vista que a doença ainda não foi registrada no Amapá.

"Não podemos esperar que a doença seja registrada para poder tomar providências sobre os protocolos adequados. Estamos  adiantando esse processo para que caso um dia seja necessário, aplicarmos com efetividade e de forma qualificada para o paciente", pontuou Ribeiro.

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