quinta, 03 de outubro de 2019 - 10:54h
Estudo de fatores de risco previne câncer, diz especialista durante congresso em Macapá
Evento iniciou nesta quinta-feira, 3, e encerrará sábado, no anfiteatro da Unifap.
Por: Elmano Pantoja
Foto: André Rodrigues/Sesa
Congresso reuniu acadêmicos e profissionais de saúde

O rastreamento e diagnóstico dos cânceres mais frequentes na atenção primária foi o primeiro tema tratado na abertura do I Congresso Amapaense Multidisciplinar em Oncologia, nesta quinta-feira, 3. A apresentação, feita pelo médico oncologista Roberto Marcel Soares. Ele afirmou que os diagnósticos revelam que as causas são 80% mais adquiridas do que ligadas diretamente a fatores hereditários.

De acordo com Soares, a prevenção desses cânceres pode ser feita através do estudo dos fatores de risco.

"Muitos dos tipos da doença já possuem rastreamento preconizado, como a mamografia para identificar o câncer de mama, bem como os exames para colo uterino e próstata. No entanto, grande parte dos cânceres diagnosticados têm, como principal fator de risco, o estilo de vida que a pessoa leva", explicou.

A conferência acontece até o sábado, 5, no anfiteatro da Universidade Federal do Amapá (Unifap), e reúne a classe acadêmica e profissionais da saúde para estimular o desenvolvimento científico e tratamento do câncer no estado. Dez palestrantes de renome nacional serão responsáveis por apresentar a atualização de protocolos, novos meios de tratamento e ações de controle do câncer durante o evento.

"Trazer essas discussões inovadores sobre o câncer é muito importante pois é uma doença que afeta a sociedade também de forma econômica. São tratamentos demorados e caros mas que podem ser ofertados com excelência pela rede pública, com a formação de bons profissionais, que é o que estamos fazendo aqui ", ressaltou o acadêmico de medicina Rubens Tavares.

A programação consta de debates sobre oncologia e políticas públicas, tratamento gastrointestinal baixo, mastologia, entre outros. Além de palestras, a conferência conta com a discussão em mesas redondas sobre a elaboração de trabalhos que causem impacto nas formas de tratamento.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, João Bittencourt, é preciso ter profissionais bem informados sobre essas inovações.

"Incluir o Amapá nessa rota de inovação sobre tudo o que vem sendo tratado acerca do câncer tem um significado muito grande. Está comprovado que o modo como se vive hoje tem grandes efeitos para o desenvolvimento dessa doença que, infelizmente, tem crescido. Por isso, precisamos dar aos nossos profissionais o melhor para estarmos sempre preparados", frisou.

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