O Dia Mundial de Conscientização da Psoríase, doença de pele não transmissível e de origem autoimune, marca esta sexta-feira, 29. A data chama a atenção para orientações sobre sinais, sintomas e tratamento, além de elucidar a sociedade a respeito das lesões inflamatórias na superfície da pele, que não são contagiosas, mas podem desencadear situações de constrangimento a quem as possui por causa do preconceito.
A doença se apresenta em forma de placas, lesões avermelhadas, lesões com pus e, em alguns casos, dores em articulações. De causa ainda desconhecida, sabe-se que a psoríase pode ser desencadeada por gatilhos emocionais, infecções, uso de alguns medicamentos ou traumas físicos. Fatores como histórico familiar, obesidade, consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo também podem ser relacionados;
Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apontam que a patologia afeta 2 milhões de pessoas no Brasil. No Amapá, o Centro de Referência Em Doenças Tropicais (CRDT) diagnosticou, de janeiro a setembro deste ano, 48 novos casos. Atualmente o centro monitora e oferta tratamento tópico e psicológico para 235 pessoas diagnosticadas.
A dermatologista do CRDT, Larissa Góes, destaca que para combater o preconceito contra a psoríase a população precisa se conscientizar e conhecer as características da doença. De acordo com a médica, a discriminação afeta negativamente a qualidade de vida de pacientes.
“Quem convive com psoríase pode passar por situações desagradáveis por conta das lesões bastante visíveis, que tomam, às vezes, grande parte do corpo. É necessário reafirmar constantemente que a doença não é contagiosa e que os pacientes não representam risco”, reforçou.
A psoríase pode ser classificada como leve, moderada ou grave. Em casos leves, os pacientes precisam somente de cuidados tópicos através de pomadas medicamentosas, mas cada caso precisa ser avaliado para que o tratamento adequado seja prescrito. A psoríase, até então, não tem cura ou prevenção, mas é possível amenizar os sintomas.
Orientações de autocuidado:
Acesso ao tratamento
Na rede estadual de saúde, o Centro de Referência em Doenças Tropicais é a referência em atendimento aos pacientes com psoríase. A unidade fica localizada na Rua Prof. Tostes, nº 2212, bairro Central. O horário de funcionamento é das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.
Para ter acesso ao tratamento, é necessário possuir encaminhamento de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), após avaliação clínica. No CRDT o paciente será reexaminado e, em seguida, receberá o esquema de tratamento de acordo com o grau da doença.
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